Acompanho um pouco esses shows pelos veículos de comunicação. Algumas atrações me agradam; outras, nem tanto, mas, pela receptividade do público, acredito que estejam no caminho certo. A diversificação dos convidados é necessária, embora nem sempre de boa qualidade.
Acho que durante muitos anos a virada perdeu mesmo seu prestígio, sinto que existia até um incentivo a que ficasse esvaziada (para um dia acabar). Mas esse ano isso está diferente, a programação bem robusta e variada, com grande nomes. Nem tudo me agrada, mas fico com a sensação de que reclamar dos artistas de agora fica com aquela cara de “na minha época é que era bom” e soa até elitista. A Virada tem que ser variada como a cidade, não só para o nosso grupo de amigos.
Eu gostava muito desse clima de São Paulo no começo da década passada. Havia mesmo uma esperança no ar ou talvez fosse a nossa juventude otimista. Lembro desse show do Racional quando peguei um atalho atravessando a Cracolândia (por desorientação minha), me assustei com os atiradores nos prédios e me impactei com uma faixa que um grupo estendeu em um dos prédios: "Parem de nos matar".
Lembro também de curtir a Virada sozinha, encontrando e desencontrando amigos, adorando a sensação de atravessar o Centro de madrugada e pegando o metrô às 3h da manhã. Eu gostava também dos palcos em que o show era um álbum inteiro sendo tocado, reinventado ou não.
Isso tudo era antes da cidade shopping do Doria. Mas nunca se sabe, as utopias sempre estão a espreita. Talvez um dia, essa cidade que sonhamos volte a acontecer.
Acompanho um pouco esses shows pelos veículos de comunicação. Algumas atrações me agradam; outras, nem tanto, mas, pela receptividade do público, acredito que estejam no caminho certo. A diversificação dos convidados é necessária, embora nem sempre de boa qualidade.
Acho que durante muitos anos a virada perdeu mesmo seu prestígio, sinto que existia até um incentivo a que ficasse esvaziada (para um dia acabar). Mas esse ano isso está diferente, a programação bem robusta e variada, com grande nomes. Nem tudo me agrada, mas fico com a sensação de que reclamar dos artistas de agora fica com aquela cara de “na minha época é que era bom” e soa até elitista. A Virada tem que ser variada como a cidade, não só para o nosso grupo de amigos.
Eu gostava muito desse clima de São Paulo no começo da década passada. Havia mesmo uma esperança no ar ou talvez fosse a nossa juventude otimista. Lembro desse show do Racional quando peguei um atalho atravessando a Cracolândia (por desorientação minha), me assustei com os atiradores nos prédios e me impactei com uma faixa que um grupo estendeu em um dos prédios: "Parem de nos matar".
Lembro também de curtir a Virada sozinha, encontrando e desencontrando amigos, adorando a sensação de atravessar o Centro de madrugada e pegando o metrô às 3h da manhã. Eu gostava também dos palcos em que o show era um álbum inteiro sendo tocado, reinventado ou não.
Isso tudo era antes da cidade shopping do Doria. Mas nunca se sabe, as utopias sempre estão a espreita. Talvez um dia, essa cidade que sonhamos volte a acontecer.
como assim vc não tá muito animado com o show da Marina Sena? Hahaha