Vale Tudo
Quem vai matar Odete Roitman?
Por Saulo Pereira Guimarães
Quem vai matar Odete Roitman? Já sabemos a data — a próxima segunda, dia 6 —, o local — muito provavelmente algum ponto do Rio entre a Lagoa e Vila Isabel — e até quem é a vítima — uma megera querida por muitos pelas tiradas ácidas e capaz de quase matar o próprio filho.
Mas quem vai matá-la? Isso todo mundo quer saber.
Eu tenho meus suspeitos favoritos. Um crime cometido por uma transtornada tia Celina daria à sofisticada personagem um dúbio arco narrativo de redenção, se considerarmos o tanto que ela já foi chantageada pela irmã ao longo da trama. Já um assassinato passional de autoria do simpático Olavinho, pelos mesmos motivos, também não cairia nada mal. E o que dizer do hoje sumido Waltéx, dispensado pela dona da TCA após meses de carinho e caviar sem nem aviso prévio?
Vejo com maus olhos um matricídio perpetrado por Heleninha (não combina com ela) e me surpreenderia com um homicídio a cargo de um César com ambições desmedidas, embora reconheça nele verossimilhança. Raquel, Marco Aurélio ou Ivan são escolhas óbvias demais. E para você? Quem será? Quem faz sentido ser?
Em 1988, o assassinato de Odete Rotiman foi um dos acontecimentos do ano, assim como os Jogos Olímpicos e a nova Constituição. Às vésperas do crime, uma pesquisa Datafolha indicou que 25% dos brasileiros viam Maria de Fátima como principal suspeita e o capítulo do homicídio, transmitido num 24 de dezembro, chegou para os atores sem sete páginas, para que o desfecho não vazasse para imprensa. Já a revelação do assassino foi ao ar em 6 de janeiro e foi resolvida de forma divertida. Gilberto Braga ligou para Dênis Carvalho e perguntou: “quem é a mulher com mais cara de louca do elenco?”. “Cássia Kis”, ele respondeu. Escolha feita, a incumbência coube à Leila (ignorada pelo Datafolha) e os finais em que César, Marco Aurélio e Maria de Fátima matavam Odete foram para o lixo.
Longe de ser um hit como as novelas já foram no passado, a Vale Tudo de 2025 conseguiu [a duras penas e, os maldosos diriam, apesar dos erros imperdoáveis (quem compra um pacote de viagens para ir à Petrópolis, Vasco?)] ser um sucesso de público.
É um dos raros assuntos sobre os quais posso conversar nos mesmos termos tanto com os meus colegas de trabalho quanto com meus amigos do tempo de colégio. Isso é importantíssimo, já que, numa vida em sociedade, ter um assunto que seja comum a todos faz com que todos se sintam um pouco mais iguais. Num mundo fragmentado a ponto de ser vários sem deixar de ser um, portos seguros como esse são, mais que necessários, urgentes.
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Salve, meu povo! A última edição comprovou o orgulho que os zona lesters têm da sua área. Vários mandaram comentários. A Patrícia agradeceu por retratarmos sua região “com tanta sensibilidade e respeito”. Ana Bimbati “simplesmente” amou. Simone Freire me ensinou a diferença entre Zona Leste (até o Tatuapé) e Zona Lost (dali para frente), hoje meio em desuso devido às mudanças da cidade. “Na ZL, ou convivendo com pessoas que vivem na ZL, me sinto mais acolhido e mais perto de casa”, disse Bruno. “Não tem lugar melhor na cidade”, afirmou Lívia Lima da Silva. “Mesmo amando o Rio, senti orgulho da Zona Leste de São Paulo”, resumiu Eliete Pereira.
Ana Rita Cunha, minha sogra, Camila Maia, Fabíola Perez, Marília Almeida, Rosemberg Alvarenga e Ludmila Primo deixaram likes.
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Eu gosto demais da teoria de que o Leonardo estaria fingindo e seria o assassino. Tão absurda mas que tem tanta coisa que acontece do nada que não me surpreenderia
Nada sei sobre a novela, mas concordo plenamente.sobre nossa necessidade.de "portos seguros":
Nos dão.a sensação de pertencimento. Parabéns pelo texto!