Dia de folga
Como aproveitar um dia de folga?
Por Saulo Pereira Guimarães
Parece que o Congresso vai mesmo aprovar o fim da jornada 6x1. Uma consequência imediata e pouco discutida disso é que milhares de brasileiros ganharão dentro em breve, pelo menos, mais um dia (ou até dois) de folga. E o que eles farão com esse tempo? A finalidade deste guia é orientá-los nesse sentido.
Uma folga é, como se sabe, um dia de descanso remunerado cercado por dias de trabalho por todos os lados. É diferente das férias, que são vários dias de descanso remunerado cercados por meses de trabalho por todos os lados. Ou do desemprego, que são vários dias sem descanso não remunerados atrás de um trabalho. Diferentemente das férias, as folgas não têm alta temporada. É possível folgar às segundas ou terças e quebrar a semana logo no começo. Folgar às quartas e partir a semana simetricamente no meio. Folgar às quintas ou sextas e antecipar o fim de semana. O importante é folgar, não importa quando nem como.
E o que fazer no dia de folga? As respostas são muitas, caro(a) trabalhador(a). A mais óbvia (e barata) de todas é dormir. Mas existem outras possibilidades. Aqui vão algumas delas. 1) Ir sem medo à padaria boa que está sempre lotada. 2) Ir até o parque e, desavergonhadamente, abrir e ler um livro. 3) Correr nesse mesmo parque que, com certeza, vai estar mais vazio do que no fim de semana. O leque de possibilidades é imenso. Caberá a você escolher a melhor opção.
Hora do almoço? Sem problemas! Que tal acender a churrasqueira e fazer seu próprio churrasco, após dias a fio de propagandas o instigando nesse sentido? Ou ir até o restaurante caro, que hoje também estará mais vazio e com serviço mais tranquilo? Vai. O mundo é seu. Você está de folga. Pegar uma sessão de cinema, inteiramente vazia, às três e meia da tarde. Dedicar atenciosas horas aos programas de fofoca vespertinos. Fique à vontade. O dia é, acredite, seu.
Um especialista em melhores práticas no usufruto de ocasiões do tipo — no caso, eu mesmo — recomendo que o aproveitamento de datas assim equilibre atividades físicas ou ao ar livre, eventos culturais para esvaziar a cabeça e momentos gastronômicos para encher a barriga. Eu sei que nem todos conseguem curtir uma folga assim, já que essas tarefas exigem ter dinheiro, ser dono do próprio tempo e outras condições menos universalizadas do que deveriam ser.
No fim das contas, o principal é ter um dia que lhe renda boas lembranças. Porque irremediavelmente o dia seguinte virá e será preciso acordar cedo, vestir-se direito e, às vezes, até mesmo trabalhar. Logo, o bom aproveitamento dessas datas garante ao trabalhador a sobrevida necessária até a próxima folga, quando o ciclo poderá ser reiniciado e desfrutado novamente. Esperamos que essas instruções tenham lhe auxiliado a saber como bem usufruir do seu próximo dia de folga!
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Salve, meu povo! Curtiu a última edição, gente fina? Gabi Ribeiro considerou a leitura “agradabilíssima” e lembrou que já viu homens chamando o garçom de “chefe” para pedir a conta e do “véio”, um vocativo tipicamente brasilenses com o qual ela não consegue se acostumar. De Brasília também, Valéria mandou dizer que gostou muito do texto.
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